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Últimos Artigos » Caixa terá juros "de mercado" no crédito imobiliário para a classe média; o que isso significa?

Publicado na Terça, 08 de janeiro de 2019, 15h35
Caixa terá juros
Compra de imóvel
(Shutterstock)

SÃO PAULO – O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, causou rebuliço ao anunciar, na última segunda-feira (7), que a classe média brasileira irá arcar com juros de mercado para tomar crédito habitacional.

Ele não falou em números, nem renda da considerada classe média, tampouco sobre os juros “de mercado”, mas afirmou que as condições do Minha Casa Minha Vida (MCMV) são para “quem é pobre”, e que quem buscar financiamento imobiliário na Caixa “vai pagar juro maior”, taxas competitivas com o mercado.

Atualmente, o programa habitacional do governo tem faixas de 1 a 3 que atendem famílias com renda mensal bruta entre R$ 1.800 e R$ 9.000.

Na faixa 1, que oferece financiamento livre de juros e com subsídio de até 90% do valor do imóvel, entram famílias com renda até R$ 1.800. Na faixa 1,5 estão famílias com renda de até R$ 2.600 e incidem juros de 5% ao ano.

As faixas 2 e 3 correspondem às famílias que recebem até R$ 4.000 e até R$ 7.000 respectivamente. Os juros cobrados são entre 6% e 7% ao ano para a 2 e de 8,16% ao ano para a última faixa.

Quem é classe média?

De acordo com o levantamento mais recente do IBGE, a renda média do brasileiro per capita foi de R$ 1.268 em 2017. Este valor corresponde à razão entre o total dos rendimentos domiciliares (em termos nominais) e o total dos moradores. Uma família de 4 pessoas, por exemplo, com rendimento exatamente igual à média, receberia R$ 5.072 brutos mensais.

Se a Caixa considera de “classe média” a família brasileira que tenha a mesma renda que a média da população, a última faixa do programa já englobaria algumas famílias dessa categoria, no limite, a depender do número de pessoas. 

Caixa já pratica juros de mercado

No ano passado, a Caixa anunciou redução nas suas taxas de juros para crédito imobiliário no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). Essas são as taxas praticadas nos financiamentos não subsidiados, ou seja, fora do MCMV.

Para a primeira categoria, que permite o uso do FGTS para imóveis de até R$ 1,5 milhão, o valor cobrado parte de 8,75% ao ano e chega até 12% ao ano. Já no SFI, onde essas regras não são aplicadas, as taxas partem de 8,75% ao ano para imóveis de até R$ 1,5 milhão e de 9,5% ao ano para valores acima. Todas as taxas são atualizadas também pela taxa referencial (TR).

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Essas taxas são compatíveis ao praticado pelo mercado - até maiores em alguns casos. As taxas do BB, Itaú, Bradesco e Santander partem de 8,49%, 8,3%, 8,85% e 8,99% ao ano, respectivamente, no SFH.

Confira as taxas praticadas atualmente pelos maiores bancos, lembrando que, para conseguir o menor valor de financiamento, normalmente o cliente tem de concordar com cláusulas especificadas pelo banco.

Tipo de financiamento Caixa Itaú Banco do Brasil Bradesco Santander
SFH a partir de 8,75% ao ano + TR a partir de 8,3% ao ano + TR a partir de 8,49% ao ano + TR a partir de 8,85% ao ano + TR a partir de 8,99% ao ano + TR
SFI Imóveis de até R$ 1,5 milhão: a partir de 8,75% ao ano + TR
Acima: a partir de 9,5% ao ano + TR
a partir de 8,3% ao ano + TR a partir de 8,58% ao ano + TR na Carteira Hipotecária (CH) a partir de 8,85% ao ano + TR a partir de 9,49% ao ano + TR
Pró-cotista FGTS De 8,76% ao ano a 9,01% ao ano + TR - 9% ao ano + TR - a partir de 8,49% ao ano + TR

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